Vai começar a Copa da Rússia!

Sim, estou empolgado com o início do principal torneio do melhor esporte de todos.  Vai começar a Copa de 2018 na Rússia.

Há quatro anos escrevi sobre como eu estava empolgado e com a Copa que chegaria ao Brasil, ao mesmo tempo em que estragaram a Copa dos meus sonhos. Falava eu também, sobre a indignação geral que tomava conta do país, que dava seus primeiros passos rumo ao precipício da maior recessão de nossa história.

Há quatro anos, o Brasil era um país indignado. Indignado com a ingerência, falta de gestão e com os absurdos gastos públicos na construção de estádios, enquanto a população não tinha o devido retorno, através de serviços decentes.

Parece que a Copa do Brasil foi ontem, mas já se passaram quatro anos. Parece que foi ontem que havia festa nas cidades-sede, que os amigos se reuniam para assistir os grandes jogos e, aos que esforçadamente conseguiram ingressos, era a chance de assistir jogos de Copa do Mundo.

Pra quem gosta de futebol, como eu, a Copa foi fantástica. Grandes jogos e momentos memoráveis, desde a primeira fase, como a goleada que a Holanda aplicou sobre a Espanha em Salvador, com direito a um gol inesquecível de Robin Van Persie. Outro momento inenarrável foi a o empate do Uruguai com a Itália nos últimos minutos, que eliminou a Azzurra, mas quem foi ao Estádio das Dunas, ou assistiu o jogo pela televisão, sabe que o que ficou marcado mesmo foi o ombro do zagueiro Giorgio Chiellini após mordida do Luiz Suarez, centroavante uruguaio.

Contudo, entre tantas lembranças, acho que o grande momento da Copa de 2014 tenha tido participação da Seleção Brasileira, goleada impiedosamente pela Alemanha com o inacreditável placar de 7 a 1, em pleno Mineirão.

Estamos em 2018 e nesse tempo, parece que o Brasil vive sob a sombra do 7 a 1 e, infelizmente, não é só no futebol. Em quatro anos o Brasil mudou muito: a recessão mostrou sua face mais obscura, são mais de 13 milhões de desempregados no Brasil, a Operação Lava-Jato escancarou o lado menos republicano dos meandros do poder em todos os partidos e o povo, indignado, tomou conta das ruas exigindo o impechmant da presidente Dilma.

O expurgo do petismo, apesar dos infundados esperneios, foi questão de tempo, mas a retomada do crescimento econômico, a volta dos empregos e a reconstrução da moral na política brasileira, não aconteceram com a mesma velocidade, bem como o Governo Temer, que apesar de alguns importantes  avanços, anda de lado, quando não, retrocede em muitas áreas. Assim, a expressão “É cada dia um 7 a 1 diferente” popularizou-se.

No futebol, nesse ínterim a Seleção teve duas campanhas medíocres na Copa América e desempenho cambaleante no início das Eliminatórias. Tite é então alçado do Corinthians para o comando do time, desde então o retrospecto é impressionante: em 21 jogos são 17 vitórias, com apenas uma derrota. Mesmo assim, o torcedor apático, vê a Seleção com desconfiança.

Em quatro anos, passamos todos como nação, da empolgação, do ufanismo e da indignação, para a apatia, a desconfiança e o descrédito, tanto no futebol quanto no cotidiano. Não quero e não vou deixar esses sentimentos macularem minha paixão pelo futebol e pela Copa do Mundo. Em 2018 Vou sim, empolgadão assistir quantos jogos puder e torcer pela Seleção que é sim favorita e está jogando um bolão.

Da mesma forma, não deixo de lado minha crença na democracia brasileira, precisamos sim aprimorá-la, criar uma alma democrática em nosso povo, descreditar a política e os bons políticos serve apenas aos que tem interesses e intenções autocráticas, autoritárias e populistas. Em 2018 vou sim, empolgadão defender os candidatos que representarem melhor minhas ideias, isso sim é defender a democracia e o Brasil.

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